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Embarcações Tradicionais



Ligada a uma tradição de transportes entre as duas margens do Tejo, a atividade naval faz com que no território da Moita (tal como em toda a zona do Estuário do Tejo) se desenvolvessem embarcações que, pelo seu tamanho e características, respondessem às necessidades exigidas.

Assim, entre os barcos que nesta área tiveram mais desenvolvimento destacam-se os botes, as faluas, os varinos e as fragatas. Destes barcos possui a Câmara Municipal da Moita um exemplar; um varino “O Boa Viagem”. A recuperação desta embarcação tradicional entre 1980 e 1981, no estaleiro naval do mestre José Lopes, teve a Câmara Municipal da Moita como pioneira, seguida posteriormente por outras autarquias.

Entre os anos de 2010 e 2011, “O Boa Viagem” foi de novo submetido a uma grande intervenção que envolveu a própria estrutura da embarcação, no estaleiro naval de Sarilhos Pequenos. Ao longo deste processo de recuperação foram utilizadas as ancestrais técnicas de carpintaria naval, calafeto, tratamento e pinturas das madeiras.

O varino é uma embarcação de fundo chato, para navegar nos esteiros do rio, com águas de pouca profundidade. Exibe uma proa redonda, encimada pelo caneco ou capelo também aduncadamente recurvo para dentro. Ostenta as características pinturas decorativas no painel da proa, na antepara e nos barbados, conferindo-lhe um colorido inconfundível. Tem cerca de vinte metros de comprimento por cinco de largura, podendo transportar até duzentas toneladas.

Numa perspetiva de valorização deste património, “O Boa Viagem” foi classificado como um bem cultural de interesse municipal, em Reunião de Câmara de 11 de Setembro de 2011.

Fonte: Retrato em Movimento do Concelho da Moita, Câmara Municipal da Moita, 2004

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