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Igreja Matriz de S. Lourenço



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Largo da Igreja, Alhos Vedros

Igreja de nave única com cinco capelas laterais e capela-mor, a sua fundação remonta provavelmente aos finais do século XIII, mas da construção primitiva não resta quaisquer testemunhos. Ao longo dos séculos, foi sendo sujeita a alterações, de que resultou um conjunto estilístico heterogéneo, sendo de realçar a colecção azulejar que vai da primeira metade do século XVI até ao século XVIII.

A fachada da igreja recebeu um portal tardo-renascença, datado de 1602 e o interior da nave apresenta uma arquitectura do século XVII em “estilo chão”, com as paredes revestidas de azulejos de 1749, onde se relatam passagens da pregação e martírio de S. Lourenço (patrono da igreja). O tecto de madeira com a usual cobertura em caixotões exibe interessantes pinturas setecentistas. A capela-mor acolhe um altar de talha dourada, de estilo nacional e as paredes laterais receberam painéis de azulejos, do século XVIII.

As cinco capelas funerárias, de iniciativa privada, patenteiam igualmente diversas correntes arquitectónicas e artísticas:

Do lado da Epístola
Capela de S. Sebastião, fundada por Pero Vicente, no final do século XV, acolhe três arcas tumulares, das quais se destaca a de Fernão do Casal com estátua jacente. As paredes apresentam-se revestidas de azulejos, datados de 1732.
Imóvel de Interesse Público, Decreto Nº.38147, DG de 5 Janeiro 1951.

Capela de Santo António, instituída por Sancha Martins, sob a invocação de Santo Estevão, no início do século XVI, uma vez que já aparece citada na Visitação de 1523. Tem dois painéis de azulejos do século XVIII, não datados, alusivos ao martírio do Santo.

Capela de S. João Baptista, fundada por Pero Gomes de Faria, sob a invocação de Santo António, no segundo quartel da primeira metade do século XVI. As suas paredes estão revestidas de azulejos hispano-árabes ou sevilhanos, da técnica de aresta, da primeira metade do século XVI e exibe uma abóbada de nervuras em estilo manuelino.

Do lado do Evangelho
Capela de Nossa Senhora do Rosário, construída provavelmente no século XVII, teve como instituidor Francisco Jorge. Apresenta dois painéis de azulejos do século XVIII e exibe um frontal de altar que é uma réplica recente de um painel de azulejos, tipo tapete, do século XVII.

Capela de Nossa Senhora dos Anjos terá sido instituída nos finais da centúria de quatrocentos. Patenteia um lambrim de azulejos policromados do século XVII e no altar acolhe a imagem em pedra de Nossa Senhora com o Menino ao colo, datada dos finais do século XV.

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