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Flora



Reflexo das características físicas referidas, a vegetação que assenta no território do Concelho, pode agrupar-se em três grandes conjuntos, de acordo com a situação ecológica em que ocorre:

Zonas húmidas ribeirinhas

Nas zonas húmidas ribeirinhas de sapais e salgados, onde as marés e os níveis de salinidade são determinantes, verifica-se a predominância de espécies adaptadas ao sal, chamadas halófitas. No “alto sapal”, mais longe da linha de água ou nos taludes das marinhas, domina a salgadeira (Atriplex halimus); mais abaixo surgem as gramatas Salicornea radicans, Sarcocornia sp., Suaeda vera e Halimione portucaloides e finalmente pode surgir, na zona que fica submersa na preia-mar, a Spartina maritima, designada popularmente por morraça. Nas zonas sob influência de água salobra e água doce, podem desenvolver-se caniçais (Phragmites sp.), cujas raízes contribuem para a remoção de poluentes de águas e solos. As canas (Arundo donax) crescem onde há abundância de água doce, desenvolvendo-se abundantemente perto de linhas de água e zonas marginais a estradas e terrenos.
Tanto os sapais como os lodos postos a descoberto durante as marés baixas constituem importantes ecossistemas, quer para o fornecimento de alimentos para as aves, quer como esconderijo e local de reprodução para as diferentes espécies marinhas. Aliás, a importância dos sapais como habitat natural de uma avifauna específica que procura estas zonas nos seus percursos migratórios é atestada pela diversidade e abundância de espécies, particularmente no período de Inverno.

Zonas húmidas interiores

Nas zonas húmidas interiores, correspondentes às baixas dos vales, surgem como espécies arbóreas dominantes os freixos (Fraxinus angustifolia), salgueiros (Salix sp.), amieiros (Alnus glutinosa), choupos (Populus sp.) e como espécies arbustivas e herbáceas mais frequentes o sabugueiro (Sambucus nigra), os juncos (Juncus sp.), o loendro (Nerium oleander), o Litrum salicaria e as silvas (Rubus sp.).
Nas zonas planálticas e de encosta, as formações dominantes são de pinheiro-bravo (Pinus pinaster) e de sobreiro (Quercus suber), surgindo pontualmente grupos de pinheiro-manso (Pinus pinea), outrora muito abundante em toda a península de Setúbal. No coberto arbustivo, dominam espécies como as estevas (Cistus sp.), as urzes (Calluna sp.), os tojos (Ulex sp.), o rosmaninho (Lavandula sp.), o pilriteiro (Crataegus monogyna), o sanguinho (Rhamnus sp.), a aroeira (Pistacia lenticus) e as santolinas (Santolina sp., da família das margaridas).
Apesar de não fazerem parte da flora local, destacam-se algumas árvores exóticas isoladas assinalando antigas quintas, sobretudo a palmeira-das-canárias (Phoenix canariensis). Junto ao Palacete da Fonte da Prata, encontra-se uma tamareira (Phoenix dactylifera) de grande porte, árvore que se encontra classificada e é bem visível da estrada nacional.

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