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Sexta-feira, 24|05|2013 20H17 Home  »  Turismo  » Locais de interesse
Locais de interesse
Neste concelho que nasceu e se desenvolveu em estreita relação com o rio Tejo, vale a pena vir à descoberta da sua zona ribeirinha. Da Baixa da Banheira a Sarilhos Pequenos, a paisagem é diversa mas o Tejo, esse é comum. São 20Km de margens, alternando entre as zonas verdes tratadas, sapais e antigas salinas, cais e estaleiros navais, praia fluvial, além da animação desportiva e cultural a cargo das associações locais e das autarquias. Também a riqueza do património religioso e civil faz com que valha a pena uma visita mais demorada ao Município da Moita.

Percursos pela Beira-Tejo

Património Religioso
Património Civil
Mapa Toponímico da freguesia de Alhos Vedros
Mapa Toponímico da freguesia da Baixa da Banheira
Mapa Toponímico da freguesia da Moita
Mapa Toponímico da freguesia do Gaio-Rosário
Mapa Toponímico da freguesia de Sarilhos Pequenos
Mapa Toponímico da freguesia do Vale da Amoreira  



Percursos pela Beira-Tejo

Parques e jardins



Na Baixa da Banheira, deixe a EN11 e vire em direcção ao Parque da Zona Ribeirinha. Estacione o automóvel, se for o caso, e faça uma caminhada ao longo do Parque que acompanha o recorte natural das margens do Tejo. Pode também subir ao miradouro e apreciar uma outra perspectiva do vasto parque ribeirinho, construído para reaproximar esta vila operária do seu rio.
Já em direcção à Moita, visite, à entrada da antiga vila de Alhos Vedros, o Parque das Salinas, cuja concepção segue a mesma filosofia do anterior. Também aqui a área verde de lazer foi "ganha" ao rio, através da recuperação das antigas salinas desactivadas e vazadouros. Virada para o Parque das Salinas, está a Igreja Matriz de S. Lourenço de fundação medieval.
Com as suas interessantes capelas, esta é uma das mais importantes peças do conjunto patrimonial desta vila.
Chegado à Moita, meta pela Rua do Rosário, no fim da Avenida Marginal, em direcção à característica localidade do Gaio. Aí procure a indicação "Estaleiro Naval" ou "Parque das Canoas", cujo nome não poderia ser mais apropriado.
Construído junto ao antigo Estaleiro Naval de barcos tradicionais do Tejo, este parque é o local ideal para passar um fim de tarde no sossego da beira-Tejo.

Antigas salinas e avifauna

Entre Sarilhos Pequenos e Alhos Vedros, vários são locais onde são ainda visíveis os restos de antigas salinas, junto aos sapais e outras zonas naturalizadas. Destacamos, pela sua acessibilidade, a zona da antiga Quinta do Esteiro Furado, para ver da estrada municipal entre Sarilhos e Rosário (trata-se de propriedade particular) e as antigas salinas junto à estrada entre o Gaio e a Moita, à chegada a esta vila.
Entre as várias espécies de aves aquáticas que aqui se podem observar, contam-se os flamingos, visíveis durante quase todo o ano na baixa-mar (com mais facilidade, na Caldeira da Moita), sobretudo a partir do fim do Verão até ao Inverno, época em que o Tejo chega a albergar vários milhares de indivíduos dispersos por todo o estuário.

Cais e estaleiros navais



O Cais do Descarregador em Alhos Vedros é uma paragem obrigatória para quem se interessa pela história e pelas actividades tradicionais ligadas ao rio.
Junto ao Cais, encontra-se o Moinho de Maré e a sede da Associação de Desportos Náuticos "Amigos do Mar".
Na Moita, o antigo cais, construído no séc. XVIII, testemunhou o vaivém dos barcos do Tejo, carregando e descarregando produtos agrícolas e passageiros entre esta margem e capital. O Centro Náutico Moitense situa-se igualmente nas imediações. Em Sarilhos Pequenos, no Esteiro da Elisa, pode visitar o estaleiro naval, propriedade de Jaime Ferreira da Costa & Filhos. Aqui, apesar das técnicas de construção terem acompanhado a evolução tecnológica, a vocação dos barcos do Tejo e o enquadramento na paisagem conferem-lhe características únicas. E, mais uma vez, o clube náutico local – Associação Naval SariIhense  – não se encontra longe, embora o caminho até lá justifique uma volta mais atenta pela povoação de antigos marítimos, onde são conhecidos os excelentes artesãos de miniaturas de barcos típicos do Tejo.

Praia Fluvial do Rosário



Durante o Verão, sugerimos um dia passado na Praia do Rosário, descansando nas calmas areias salpicadas por conchas das famosas ostras do Tejo (cuja apanha constituiu outrora o único sustento de muitas famílias), ou petiscando no agradável parque de merendas ou, ainda, deliciando-se com uma caldeirada à fragateiro num dos restaurantes locais. Se for dia de largada de touros na praia, previna-se contra as investidas mas não deixe de apreciar a particular luminosidade do fim de tarde no adro da capela manuelina alcandorada sobre o Mar da Palha que apaixona, até hoje, fotógrafos, realizadores de cinema e publicitários, para já não falar dos próprios rosarenses.



Património Religioso

Igreja Matriz de S. Lourenço

Largo da Igreja, Alhos Vedros



Esta igreja remonta provavelmente ao final do séc. XIII, mas sofreu várias alterações. Destaca-se: na capela de S. Sebastião (sec.XV), classificada como imóvel de interesse público, o único túmulo de estátua jacente do distrito de Setúbal, onde jaz o cavaleiro Fernão do Casal; a escultura em pedra de Nª Sr.ª dos Anjos (sec. XVI), na capela com o mesmo nome; painel de azulejos hispano-árabes, na capela de S. João Batista (séc. XVI); tecto em caixotão, com cenas do martírio de S. Lourenço; talha dourada de estilo nacional e revestimento de azulejos setecentistas nas paredes laterais da capela-mor.

Igreja da Misericórdia
Largo da Misericórdia, Alhos Vedros

Esta igreja, construída provavelmente no ano de 1587, reflecte as novas exigências litúrgicas da época, profundamente marcada pela pregação. O púlpito está por isso colocado ao meio da nave. Destaque para a talha dourada do altar-mor (fim do séc. XVII) e para a azulejaria que reveste as paredes, da primeira metade do século XVIII.

Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Boa Viagem

Largo da Igreja, Moita

Datado de 1631, este edifício foi construído a expensas da população para que a Virgem protegesse os marítimos e os viajantes. É composto por uma só nave, de estilo “Chão”, despojada de elementos decorativos, fria e funcional, típica entre o final do séc. XVI e meados do séc. XVI. Na primeira metade do séc. XVIII, foi enriquecida com painéis de azulejos azuis e brancos, relatando a vida da Virgem, talhas douradas em estilo nacional e tecto em caixotão com pinturas sobre madeira.

Altar de Nossa Srª da Piedade
Travessa de Nossa Sr.ª da Piedade, Moita

Segundo fontes orais, foi mandado erigir pelos marítimos que ali iam pedir protecção antes de iniciarem as viagens. Hoje, há quem continue a colocar velas de promessas, imagens de santos, representações de partes do corpo em cera e rosários, entre outros objectos, para pedir intervenção divina. O altar é composto por um conjunto de azulejos, representando a Nossa Senhora com o filho morto nos braços, uma réplica do painel original, possivelmente do século XVIII.

Capela do Rosário
Largo das Forças Armadas, Rosário

Do outro lado, os telhados da capital, as chaminés das zonas industriais vizinhas, a base aérea do Montijo e o metal das Pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Deste lado, a cadência calma do Rosário e a serenidade do rio. É esta a paisagem a partir desta capela, mandada erigir, em 1532, por Cosme Bernardes de Macedo, fidalgo da Casa Real. De destacar o portal manuelino, o arco triunfal de volta perfeita, com características do mesmo estilo e os painéis de azulejos azuis e brancos (séc. XVIII) com cenas da Senhora com o Menino. A Capela está classificada como imóvel de interesse público.



Património Civil

Pelourinho de Alhos Vedros
Largo da Misericórdia, Alhos Vedros

Classificado como monumento de interesse público, este pelourinho manuelino, do século XVI, constitui um símbolo do poder municipal da vila de Alhos Vedros sobre as terras vizinhas, após lhe ter sido concedido o foral, por D. Manuel I. Daí a esfera armilar em ferro forjado, símbolo do Rei Venturoso.

Moinho de Maré de Alhos Vedros
Largo do Descarregador, Alhos Vedros



A farinha obtida neste moinho, construído no século XVII, abastecia a população local e a própria cidade de Lisboa, sendo também usada pela fábrica de Vale do Zebro na produção de biscoitos que, por serem cozidos a altas temperaturas, resistiam nas viagens marítimas dos Descobrimentos. Propriedade da família de Tristão Mendonça Furtado (os fidalgos da “Casa da Cova”), deixou de laborar em 1940, sendo actualmente propriedade da Câmara Municipal da Moita. Recuperado recentemente pela autarquia, o Moinho de Maré de Alhos Vedros é um pólo cultural da freguesia, recebendo com regularidade diferentes exposições.

Porta Manuelina
Travessa do Alferes-Mor, Moita

Trata-se de um portal manuelino bastante simples, o único que chegou até hoje na construção civil. As cantarias em vão, manuelinas pelo recorte e arco conopial, são alguns dos elementos que atestam a tipologia deste elemento que remonta aos séculos XV/XVI.

Poço “Mourisco”
Largo da Estação, Alhos Vedros

Apesar do seu nome, trata-se de um poço quinhentista e não de origem árabe, decorado com elementos naturalistas: ramo de oliveira com azeitona, flor de lis e cabaça. Diz a lenda que quem conseguir partir a cabaça, com a cabeça, recebe um tesouro em meados de ouro que aí está por reclamar.

Colecção Régia
Salão Nobre dos Paços do Concelho, Praça da República, Moita

São 26 retratos dos reis de Portugal que constituem esta série de quadros, 24 dos quais da autoria de Miguel António do Amaral, pintor e professor de desenho do século XVIII. A encomenda foi feita pelo Mosteiro de Alcobaça mas, com a supressão das ordens religiosas (1834), a colecção é transferida para a Academia Real de Belas Artes de Lisboa. O ministro Fontes Pereira de Melo acaba por ceder as telas à Câmara Municipal da Moita para “adornar as salas dos Paços do Concelho”.



 
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