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Debate sobre projeto do novo Aeroporto de Lisboa na BA6 muito participado



Debate aeroporto 2 1 1024 2500
03 Julho 2018

A Sessão de Esclarecimento/Debate sobre a proposta do Governo de construir o novo Aeroporto de Lisboa ou uma extensão deste na Base Aérea n.º 6, no Montijo, realizada no dia 29 de junho, à noite, no auditório do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, registou uma elevada participação da população.
Promovido pela Assembleia Municipal da Moita, este debate contou com Duarte Silva, Técnico Especialista do Gabinete do Secretário de Estado das Infraestruturas, Francisco Pita, Administrador da ANA, Carla Graça, Vice-Presidente da Direção da Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável, Carlos Ramos, ex-presidente do LNEC e ex-Bastonário da Ordem dos Advogados, Rui Garcia, Presidente do Conselho Diretivo da AMRS e Presidente da Câmara Municipal da Moita, como oradores, e João Lobo, presidente da Assembleia Municipal, como moderador.
Ao longo da noite, ouviram-se argumentos pró-aeroporto na Base Aérea do Montijo, nas intervenções de Duarte Silva e Francisco Pita, e contra esta localização, pelas palavras de Carla Graça, Carlos Ramos e Rui Garcia.
O presidente da Câmara Municipal da Moita e da AMRS deixou claro na sua intervenção que há muito que a Associação de Municípios defende a localização do novo aeroporto nesta região, mas não esta opção. “A localização do novo aeroporto de Lisboa na Margem Sul converge com um conjunto de outros investimentos estruturantes apontados para a região”, refere, enumerando-os logo de seguida: “Plataforma Logística do Poceirão, a renovação da rede ferroviária, o alargamento da atividade do Porto de Lisboa, no Barreiro, a incontornável Terceira Travessia do Tejo, a reabilitação das antigas áreas industriais do Arco Ribeirinho Sul, a expansão do Metro Sul do Tejo, entre outros”.

Campo de Tiro de Alcochete é melhor opção
Para Rui Garcia, nada destes investimentos se projetam na eventual instalação de um terminal do Aeroporto Humberto Delgado na Base Aérea nº 6, no Montijo. “Esta opção traduz, da parte do Governo, a renúncia a uma visão estratégica não só do futuro da atividade aeroportuária, como também do ordenamento do território e do desenvolvimento da Área Metropolitana e, em particular, da Região de Setúbal”, afirmou o autarca, acrescentando que esta opção
“não corresponde aos interesses da nossa região, da sua população e da sua economia, nem ao que o País necessita”.
“A construção do Novo Aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete continua a ser a opção que responde às necessidades atuais e futuras de Portugal relativamente ao tráfego aéreo, de passageiros e de mercadorias”, referiu, estando convicto que esta opção “contribuirá não só para o crescimento económico, o aumento do investimento e do emprego e o desenvolvimento da Região, como é de vital importância para o crescimento e desenvolvimento do País”.
Rui Garcia apelou: “Ainda é tempo de travar esta opção desastrosa. O futuro do País e da Região e a segurança e o bem-estar da população, das muitas dezenas de milhares de pessoas afetadas, têm de ser mais importantes que a Vinci (empresa concessionaria da ANA), as low-cost ou quaisquer outros interesses particulares”.
No momento de debate com a assistência, foram várias as dúvidas levantadas pela população, não só do concelho da Moita, mas dos concelhos limítrofes, que se prendiam, na maioria, com as questões de segurança e de perda de qualidade de vida nos municípios do Arco Ribeirinho Sul.

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