A Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, completa, neste mês de maio, 21 anos ao serviço dos leitores e da leitura pública. Para assinalar esta data, a Câmara Municipal da Moita preparou um programa diversificado de iniciativas que se inicia já no dia 9, prolongando-se até ao dia 13 de maio.
Recital “A Poesia é uma Arma Carregada de Futuro”, com Pedro Lamares, Leituras às Quintas, com o autor Gonçalo Naves, Teatro: “O Pranto de Maria Prada, “Apagar as Velas”, Palestra “Novos Poemas de Deus e do Diabo, Génese e Memória de um Projeto Abandonado”, Biblioteca Fora D’Horas e a exposição ““O Que Foi a Presença: Uma Leitura a 90 Anos de Distância” são as iniciativas preparadas para todos os leitores deste equipamento municipal.
Participe!
Programa completo do 21º aniversário da Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça
Até 26 de maio
Exposição Itinerante: O que foi a presença: uma leitura a 90 anos de distância, cedida pelo Centro de Estudos Regianos
A publicação Presença - Folha de Arte e Crítica foi uma das mais influentes revistas literárias portuguesas do século XX. Foi lançada em Coimbra, a 10 de março de 1927, há precisamente 90 anos, sendo publicados 54 números até à sua extinção em 1940. Herdeira de Orpheu, dirigida por José Régio, Branquinho da Fonseca e João Gaspar Simões, tornou-se o estandarte da segunda vaga do movimento modernista, iniciado em Portugal por artistas como Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros ou Amadeo de Souza-Cardoso, autores que ajudou a divulgar.
Uma publicação mal vista por um regime que preferia o conservadorismo, de índole fascista e propagandista. Até ao último número, esta publicação cultural serviu sobretudo para difundir, em Portugal, a obra e o pensamento de diversos autores, como Marcel Proust, André Gide, Henrik Ibsen, Pirandello ou André Breton.
Esta exposição revela-se de grande importância para a divulgação do pensamento e da estética em termos literários desta época que é o modernismo e o presencismo, com ideias muito próprias sobre o pensamento humano em termos artísticos.
Destinatários: Público em geral
Dia 9, às 21:30h
Recital “A Poesia é uma Arma Carregada de Futuro”, com Pedro Lamares
Gabriel Celaya dá o mote a este recital que vai de Gil Vicente e Camões a autores contemporâneos. Fala-se de amor e morte (os grandes temas universais da poesia), mas também do medo, de discriminações várias (raciais, sexuais ou religiosas) e de esperança. Com algum humor e uma lógica de conversa, abre-se um espaço de diálogo com o público.
Destinatários: Maiores de 16 anos
Dia 10, às 21:30h
Leituras às Quintas: Encontro com o autor Gonçalo Naves
Apresentação dos seus livros “Bem-Vindos a esta Noite Branca” e “É no Peito a Chuva”
Gonçalo Naves tem 21 anos. Fez o ensino secundário na Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho e frequenta o 3º ano da licenciatura em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Em 2016, publicou autonomamente o seu primeiro romance, “Bem-Vindos a esta Noite Branca” e, recentemente, o livro “É no Peito a Chuva”.
Destinatários: Público em geral
Dia 11, às 15:00h
Teatro “O Pranto de Maria Parda”
O espetáculo “O Pranto de Maria Parda”, criado a partir do texto de Gil Vicente, com interpretação de Eunice Correia e encenação de José Ramalho, relaciona o trabalho do ator com o teatro de objetos/marionetas.
Maria Parda, com o seu vestido largo e pesado, vai deambulando no espaço cénico, circular, na procura das figuras que representam seis taberneiros a quem pede vinho para acalmar a sua secura.
Esta mulher, beberrona, vagueia pelas ruas de Lisboa em busca de vinho, representa a fome do povo e a miséria que se instalou em Lisboa, nos finais de 1521, após a morte de D. Manuel I.
O espaço cénico é vazio, despojado, obscuro, reflexo da fome, da sede e do abandono que Parda sente na sua Lisboa pós-peste negra, “na triste era de vinte e dous…”.
Sentindo-se seca, pede fiado a seis taberneiros, cujas figuras são representadas por esculturas/marionetas que simbolizam a decadência dos valores humanos como a sovinice, o semitismo, a falta de generosidade e de solidariedade que acabam por ditar a sentença de morte desta mulher, negando-lhe matar a sua sede.
Maria Parda decide então... morrer.
Espetáculo simbolicamente ritualista. Rito de passagem da vida para a morte, cerimonial, com desfecho sacrificial.
Destinatários: Escolas e Público em geral
Dia 11, às 16:30h
Apagar as Velas do 21º aniversário da Biblioteca
Destinatários: Público em geral
Dia 11, às 21:00h
Palestra “Novos Poemas de Deus e do Diabo: Um Projeto de Juventude”,
por Maria Isabel Cadete Novais, do Centro de Estudos Regianos
Leituras da Presença de José Régio, com a participação de Santigo Andrade, ao piano, e leitores de José Régio
Destinatários: Público em geral
Dias 12 e 13, das 20:30h às 11:00h
“Biblioteca Fora D’Horas”
A biblioteca desafia os mais pequenos a embarcar na aventura de passar a noite nesta casa da cultura, com muitas atividades e diversão.
Destinatários: Crianças com idades entre os 8 e os 12 anos
Mediante inscrição prévia na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça
