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Moinho de Maré



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O Moinho de Maré, situado no cais da vila de Alhos Vedros, terá sido construído na primeira metade do século XV, por Pero Vicente, na sequência de uma carta de sesmaria, concedida pelo Infante D. João, Mestre da Ordem de Santiago, a 13 de Fevereiro de 1435, em que lhe dá a posse de um chão e sapal para construir uma azenha.

A propriedade deste moinho transita para a família Mendonça Furtado, através da descendência do irmão de Catarina Lopes Bulhoa, segunda esposa de Pero Vicente e permaneceu na posse dessa família até ao século XIX. Com a instituição do Morgado da Casa da Cova, por Pedro Mendonça, no século XVI, o Moinho de Maré, juntamente com o Moinho Novo e o Palácio, passou a integrar o conjunto dos bens do Morgadio, tal como é referido nas escrituras de arrendamento.

Na primeira metade do século XX, a propriedade do moinho de maré deixou de estar na posse da família Mendonça Furtado e passou a ser pertença de José Gago da Silva. Foi com este proprietário que trabalhou o último moleiro do moinho, Manuel José Moreira, até 1939-1940. Posteriormente, foi vendido a um industrial de cortiça de Alhos Vedros que o transformou num armazém para as caixas da fábrica, altura em que foi construído o piso superior.

Em 1986 foi adquirido pela Câmara Municipal da Moita e entre 2006 e 2007 foi alvo de um projecto de reabilitação que o converteu num espaço cultural polivalente.

Após séculos de laboração, a actividade moageira teve o seu fim de ciclo e hoje o moinho constitui um bom exemplo arquitectónico dos sistemas tradicionais de moagem que se estabeleceram na margem sul do estuário do Tejo.

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