A zona ribeirinha do Concelho da Moita apresenta um valor ecológico muito relevante, sendo habitat para numerosas aves no estuário do Tejo. De facto, existem duas zonas importantes de contagem de aves, uma demarcada perto do Sítio das Marinhas (Gaio-Rosário) e a outra na zona de acesso ao antigo cais de desmantelamento (Alhos Vedros).
Estas contagens são feitas mensalmente no estuário do Tejo, num conjunto de 20 áreas designadas por refúgios de preia-mar e outras áreas de concentração de aves aquáticas, na altura das marés vivas, recorrendo a binóculos e telescópio. Este programa de contagens mensais de aves foi iniciado em 2007 por um grupo de voluntários e, a partir de 2012 passou a contar, também, com o contributo do Centro de Estudo das Migrações e Proteção de Aves, do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).
Ao longo destes anos do programa de monitorização foram efetuadas mais de 2200 contagens, no conjunto dos 20 refúgios do estuário, tendo-se obtido mais de 7,5 milhões de registos pertencentes a quase 100 espécies. Recentemente, em Alhos Vedros, estivemos à conversa com o biólogo João Paulino, que nos falou deste programa e do seu trabalho de investigação. Tivemos oportunidade de avistar algumas aves, sobretudo maçaricos-galegos; só nesse dia o investigador já tinha contado mais de 100 indivíduos desta espécie. Na publicação “O Estado das aves em Portugal” pode ver mais informação acerca das aves do Estuário do Tejo e outras de Portugal.”
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