Durante todo o mês de julho, às segundas e quartas de manhã, o Sítio das Marinhas – Centro de Interpretação Ambiental encontra-se aberto para visita e disponibiliza atividades gratuitas aos visitantes.
A extensa zona ribeirinha do Concelho da Moita, banhada pelo estuário do Tejo, encontra-se maioritariamente classificada como Reserva Ecológica Nacional, sendo constituída sobretudo por antigas salinas, sapais, caniçais, areias e lodos, habitats de elevado valor ecológico. Localizada junto à estrada que liga a vila da Moita ao Gaio e Rosário, encontra-se o Sítio das Marinhas – Centro de Interpretação Ambiental, criado pelo Município da Moita em 2013 e remodelado em 2024, que inclui um circuito com painéis interpretativos em torno de uma salina recuperada, um edifício de acolhimento e equipamento de apoio.
Um pouco de história…
A produção de sal no estuário do Tejo remonta aos tempos pré-históricos, época em que o sal era produzido através da ebulição da água estuarina em recipientes cerâmicos. A primeira referência a marinhas de sal, na área atual do Município da Moita, data de 1319 e reporta-se a Alhos Vedros. Nos séculos seguintes e ao longo da orla ribeirinha, assiste-se ao desenvolvimento da construção de marinhas e à edificação de uma paisagem de sal nos sapais de Alhos Vedros, Moita, Sarilhos Pequenos, Rosário e Baixa da Banheira. Nos séculos XIV e XV, grande parte das marinhas da margem sul do Tejo pertencia à comunidade feminina da Ordem de Santiago, residente no Mosteiro de Santos em Lisboa. Constituindo uma importante fonte de riqueza local, as marinhas foram trabalhadas durante mais de seis séculos, conhecendo o seu ocaso já na segunda metade do século XX. No inquérito à indústria do sal de 1958 sobre o salgado do Tejo, na altura o mais importante do país, o concelho da Moita registava 81 salinas, mais de metade do total, e era o mais produtivo, excedendo as 16 mil toneladas.
E também de ecologia…
As salinas, apesar de serem construções humanas, favorecem também os valores naturais. Juntamente com a exploração do sal coexistem plantas e animais, sendo mais visíveis as aves, quase todas com estatuto de proteção, que aqui encontram um espaço privilegiado. As salinas servem simultaneamente de viveiro, abrigo e serviço de purificação de água. Os sapais das margens dos estuários absorvem e fixam metais pesados tóxicos, e por outro lado, são ricos em nutrientes, funcionam como maternidade para peixes, crustáceos e moluscos e fixam carbono atmosférico no solo. Os vastos lodaçais visíveis entre as marés, os sapais e as salinas, fornecem alimento a dezenas de espécies de aves, dando-lhes energia para sobreviver na estação fria, reproduzirem-se e alimentarem-se após longas migrações. As salinas albergam ainda um conjunto de plantas típicas do sapal, muitas das quais são comestíveis e têm propriedades medicinais. No Sítio das Marinhas, em particular, nidificam duas espécies de aves, o borrelho-de-coleira-interrompida e o pernilongo, enquanto a artémia, um pequeno crustáceo que consegue viver em ambiente extremamente salino, prospera nos reservatórios. Já na área do “viveiro”, é frequente observar-se garças e o corvo-marinho em mergulho.
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