Música e história marcaram apresentação do Livro de José Jorge da Vinha.
O Moinho de Maré, em Alhos Vedros, foi pequeno para tanta gente que quis assistir, no passado sábado, 4 de novembro, à apresentação do livro “Da terra Gandarena à Borda d’Água”, de José Jorge da Vinha.
O presidente da Câmara Municipal da Moita, Carlos Albino, fez questão de participar deste momento de partilha literária, assim como outras figuras do concelho, como a deputada Eurídice Pereira, o presidente da Assembleia Municipal da Moita, António Duro e o presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, Artur Varandas.
Esta é uma obra que conta duas histórias ficcionadas numa progressão cronológica entre 1837 e 1891. Ao longo de dez capítulos, o autor aborda a migração dos caramelos para terras da borda d’água, através do desfiar da vida da família Palheira; mas também o modo de vida, os usos e os costumes da família Macau, pertencente a uma pequena comunidade ribeirinha da vila da Moita. Esta comunidade, também ela oriunda da Gândara, sobrevivia à volta dos barcos tradicionais do Rio Tejo e do que o rio lhes dava. Os dez episódios que retratam estas duas famílias estão ligados pelo personagem José Macau, o barbeiro da Moita.
Recordar que José Jorge da Vinha nasceu em Santiago do Escoural, em 1944.
Fez os estudos secundários na Escola Alfredo da Silva e no Liceu D. Manuel de Mello no Barreiro. Frequentou o Instituto Comercial de Lisboa e a Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa.
Usou a música como instrumento de intervenção contra a ditadura, fundando, em 1971, o grupo coral e instrumental Aqueduto.
A apresentação no Moinho de Maré, em Alhos Vedros contou, ainda, com um momento musical com Francisco Naia, acompanhado à guitarra clássica por Ruben Martins.
