O artista subiu ao palco do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo no dia 21 de junho.
Casa cheia, assim foi o concerto de Salvador Sobral na sala de espetáculos da Baixa da Banheira. A plateia do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo encheu-se para assistir a um novo concerto de Salvador Sobral, que anda em digressão com o seu mais recente trabalho Timbre.
Lançado em setembro do ano passado, Timbre é, para o cantor, um álbum muito importante. “Este Timbre é um disco que eu tive vontade de fazer quando fui pai, a minha filha trouxe bastante luz à minha vida e eu queria fazer música alegre. Na verdade, foi antes dela nascer o que explica o facto de eu querer fazer música assim feliz, porque se fosse depois… quando ela nasceu eu não dormia nada só queria fazer música sombria”, disse-nos entre risos. “Mas foi esta vontade que eu tive de celebrar a vida e ter um disco com mais cor que não fosse só uma coisa densa e só baladas, porque esta sociedade está tão destruída que pelo menos aqui criamos uma espécie de microcosmos de felicidade nos concertos. É giro”, assumiu o cantor.
Apesar de não fazer distinção entre salas pequenas ou grandes, admitindo apenas que se quer divertir a fazer aquilo que gosta, a verdade é que o facto de a sala do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo ser mais pequena torna este espetáculo mais intimista, até porque desta forma Salvador Sobral pode, de facto, estar mais perto do público. “Eu gosto é de cantar. Tenho a mania de ir para baixo e cantar com as pessoas e assim é mais fácil quase que dá para cada pessoa cantar uma canção. É verdade que há uma proximidade grande aqui”, explicou.
De recordar que Salvador Sobral venceu o Festival da Eurovisão em 2017, mas já em 2009 deu nas vistas com a sua participação no programa Ídolos. Desde então, garante que muito mudou em termos de carreira, mas que a sua essência se mantém. “Acho que ganhei alguma maturidade artística, porque, entretanto, fui estudar para tentar perceber o outro lado da música, o lado intelectual da música. Ganhei muita comunicação com os músicos, o meu lado de compositor que não existia na altura, mas continuo com a filosofia de não me levar a sério e não levar a música a sério porque a música é um ofício como qualquer outro e se há coisa que não gostamos é de pessoas que se levam a sério… o que eu tento fazer é normalizar esta profissão”, assumiu.
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