Distinção reconhece o trabalho que empresas e autarquias têm desenvolvido no âmbito da reutilização dos têxteis.
Teve lugar, no passado dia 7 de novembro, no Edifício da fundação Calouste Gulbenkian, a Jornada Humana Circular 2024, cujo objetivo, além de explorar os caminhos da reutilização dos têxteis, foi celebrar as parcerias que a associação mantém com empresas e autarquias.
Neste sentido, como forma de agradecimento e reconhecimento pelo trabalho que tem sido desenvolvido com os seus parceiros, a Associação humana distinguiu várias entidades, entre elas a Câmara Municipal da Moita, com o prémio Humana Circular. A autarquia celebrou, em julho deste ano, um contrato de concessão com a Associação Humana, para a instalação, em diversos locais do concelho, de 70 novos contentores para recolha de têxteis, calçado e brinquedos usados, tendo por finalidade a reutilização e reciclagem destes resíduos.
A iniciativa pretende contribuir para a redução de resíduos indiferenciados, incentivando a separação da fração têxteis, ao facilitar a deposição e a recolha seletiva através de uma solução mais próxima dos munícipes.
Quando depositarem os seus resíduos têxteis nestes contentores, os munícipes estarão também a contribuir para o bem-estar animal, uma vez que, por cada tonelada de resíduos recolhidos pela Humana, o Município da Moita receberá uma contrapartida de 100€, verbas que serão revertidas em ajuda alimentar para animais abandonados.
Reutilizar em vez de comprar
Abandonar o modelo económico linear – danoso para as pessoas e para o planeta – em favor do cuidado e preservação dos recursos materiais, é o objetivo da Associação Humana, que há 26 anos recolhe e comercializa têxteis usados em Portugal, dando-lhes uma segunda vida. No início, a doação de roupa usada para revenda era vista pelos cidadãos como uma forma de beneficência, uma maneira indireta de ajudar comunidades carenciadas. Hoje, a reutilização de roupa não é apenas um meio para gerar recursos para fins sociais: é um fim em si mesmo.


