Os utentes que utilizam este serviço agradecem toda a atenção que lhes é dada.
Dois anos depois de começar a circular pelo concelho a levar cuidados básicos de saúde às populações mais afastadas dos centros urbanos, o balanço do trabalho da Unidade Móvel de Saúde é bastante positivo. Os munícipes abrangidos por este projeto mostram-se contentes pela presença regular dos profissionais de saúde a quem agradecem pelo trabalho desenvolvido.
Acompanhamos a enfermeira Célia Monteiro na deslocação às Arroteias, no passado dia 19 de novembro, que levava uma visita especial: a vereadora Anabela Rosa, detentora do pelouro da Saúde.
Chegámos às Arroteiras eram 9:30h da manhã. A enfermeira Célia encontra-se no interior da Unidade Móvel de Saúde e mal chega tem vários utentes que esperam, religiosamente, por esta visita.
Este é um ritual que fazem questão de cumprir, afinal de contas, para algumas pessoas, com dificuldades de mobilidade por falta de transporte, esta é a única forma que encontram de obter cuidados básicos de saúde.
Em menos de duas horas, cerca de 20 utentes são vistos, pesados, medidos, é-lhes analisada a tensão, bem como a diabetes, entre outros testes. Os valores, esses, são sempre comparados aos anteriormente feitos e a Enfermeira Célia dá os seus conselhos a cada um destes utentes, assim como responde às dúvidas que cada um deles traz. Alguns apontam, inclusive, questões num papel para não se esquecerem e outros levam imagens, por exemplo, de alimentos para questionar se podem ou não consumir aquele produto.
Célia Monteiro, enfermeira no Serviço de Saúde Ocupacional da Câmara Municipal que faz este serviço desde que a Unidade Móvel de Saúde começou a circular no concelho, há cerca de dois anos, mostra-se contente com os resultados alcançados e reconhece a necessidade de chegar a outras localidades, para além das já abrangidas.
Procura continua a aumentar
Segundo dados da Enfermeira Célia Monteiro entre os meses de março e julho deste ano, foram atendidos cerca de 280 utentes na Unidade Móvel de Saúde, sendo 175 do sexo feminino e 105 do sexo masculino. Segundo os mesmos dados, comparados ao ano anterior a procura deste serviço continua a aumentar, com destaque para a procura por parte da população masculina que, por norma, resiste em ir ao centro de saúde.
Estes números permitem inferir o sucesso deste protocolo e demonstrar a importância que este projeto desempenha, no âmbito da saúde primária, enquanto ligação de proximidade junto da população mais idosa que vive numa zona mais distante do Centro da Moita, cumprindo, ainda, um reforço de socialização entre estes utentes.



