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Localização do Sítio das Marinhas
Neste mapa, que também pode consultar in loco, pode localizar o Sítio das Marinhas, quer no concelho da Moita, quer em relação à cidade de Lisboa, e ainda relativamente às principais áreas de maior valor ecológico do estuário do Tejo, a Reserva Natural do Estuário do Tejo (RNET) e a Zona de Proteção Especial (ZPE).
Mapa da porção da ZPE do Estuário do Tejo inserida no Concelho da Moita

Observação de aves do estuário
A zona ribeirinha do concelho da Moita é constituída, na sua maior parte por antigas marinhas de sal ou salinas, sapais, caniçais, lodos e areias. Estas áreas constituem um excelente habitat para a avifauna aquática do estuário, que aí encontra refúgio, alimentação e condições para reprodução e nidificação.
Nos acordeões abaixo descubra mais sobre as aves do estuário:
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Aves limícolas
No panorama da avifauna que frequenta o estuário, destaca-se um claro predomínio das populações de aves limícolas (do latim limus, que vive no limo, lodo ou lama), que são um grupo relativamente diverso da ordem Charadriiformes.
As mais abundantes são o maçarico-de-bico-direito ou milherango, o pequeno pilrito-comum, o alfaiate, a tarambola-cinzenta e o perna-vermelha. O perna-longa (Himantopus himantopus) é uma ave aquática nidificante comum em arrozais, salinas e outros terrenos salgados, de presença frequente no Sítio das Marinhas, bem como o pequeno borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus), como já referimos acima.
Maçarico-de-bico-direito ou Milherango, Limosa limosa (Frans Vandewalle)
Perna-vermelha, Tringa totanus (Imran Shah)
Pilrito-comum ou pilrito-de-peito-preto, Calidris alpina (Ekaterina Chernetsova)
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Garças, flamingos e outras aves
É frequente encontrar-se aves de outros grupos, que se destacam pela sua abundância, beleza ou aspeto curioso.
A garça-branca-pequena (Egretta garzetta) é residente comum e não nidifica no estuário. A sua população invernante é bastante numerosa, sendo fácil o seu avistamento. É por vezes confundida com a garça-boieira ou carraceiro, distinguindo-se pela cor amarela das patas e pelo bico preto.
A garça-real ou garça-cinzenta (Ardea cinerea) é uma invernante e migradora de passagem comum, não nidificando no estuário. Vive em margens de valas, vasas, sapais e salinas.
O flamingo-comum (Phoenicopterus roseus) de cor branca-rosada, ou mais acinzentada nos juvenis, é considerado como residente comum não nidificando no estuário. A presença regular da espécie no Tejo parece ser um fenómeno inserido no contexto do aumento da população do Mediterrâneo Ocidental.
O colhereiro (Platalea leurocodia), pertencente à mesma Ordem dos pelicanos, usa o seu bico distintivo em forma «espátula» para varrer os lodos e fundos aquáticos em busca de alimento. Durante a época de reprodução ostenta um penacho na nuca.
Garça-branca-pequena, Egretta garzetta, (Márcio Motta)
Garça-real, Ardea cinerea, (Steve Bidmead)
Flamingo, Phoenicopterus roseus, (Yathin S Krishnappa)
Colhereiro, Platalea leucorodia, (Frans Vandewalle)
Melhor altura para observar
Se estiver no Sítio das Marinhas voltado em direção ao estuário, pode avistar uma diversidade de aves aquáticas sobretudo na zona entremarés. As aves tendem a movimentar-se em busca de alimento junto aos canais onde circula a água, ou perto da linha de água sobretudo em situação de meia-maré, quando os invertebrados do lodo estão mais ativos. Se tiver binóculos ou telescópio terrestre, deve trazer consigo.
É no outono e inverno que poderá registar-se uma maior variedade de espécies e maior número de indivíduos, devido às migrações que muitas destas aves fazem, usando o estuário como uma espécie de entreposto de abastecimento e repouso. A vasta maioria está protegida por leis nacionais e europeias. Aqui pode consultar a data aproximada de chegada das espécies migradoras.
Observação de aves do estuário a partir do Sítio das Marinhas, com telescópio terrestre (Arquivo Municipal)
Saber mais: Há muitas mais espécies de aves!
Sugerimos que consulte o site Aves de Portugal em: https://www.avesdeportugal.info
