Mostra está patente na Biblioteca da Moita no mês em que a antiga Primeira-dama completaria 100 anos.
Maria Barroso, uma Mulher de Causas é o nome da exposição que inaugurou no passado dia 7 de maio na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita. Esta mostra assinala os 100 anos do nascimento da antiga Primeira-Dama e poderá ser visitada até ao próximo dia 24 de maio.
Na abertura estiveram presentes o autor da exposição, o fotojornalista Marques Valentim, assim como os filhos de Maria Barroso, João e Isabel Soares. Os dois recordaram a mãe nos seus feitos políticos e artísticos, mas sobretudo por uma “infância de ternura” como sublinhou Isabel Soares garantindo, ainda, que a mãe foi a pessoa “mais tolerante que conheceu em toda a sua vida”.
Na plateia estiveram alunos de algumas escolas do concelho que ficaram a saber um pouco mais sobre a vida de Maria Barroso nas suas mais variadas facetas.
Presente no evento esteve também o presidente da Câmara Municipal da Moita, Carlos Albino, a vice-presidente Sara Silva e a vereadora Anabela Rosa, acompanhados pelo presidente da Assembleia Municipal, António Duro.
Patente na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, esta exposição tem o apoio da Câmara Municipal e da Fundação Mário Soares e Maria Barroso.
Vida dedicada às causas humanas e sociais
Mulher de grandes causas, Maria de Jesus Simões Barroso Soares nasceu em Olhão, no dia 2 de maio de 1925. Atriz, professora, ativista política, foi a única mulher fundadora do Partido Socialista, em 1973, na Alemanha. Esposa de Mário Soares, 17º Presidente da República Portuguesa foi primeira-dama de Portugal entre 1986 e 1996. Mãe de dois filhos, João e Isabel Soares dedicou, desde muito jovem, a vida à luta pela Liberdade, Justiça, Solidariedade e pelo Amor. Adorava declamar poesia revolucionária, o que a levou a ser interrogada várias vezes pela PIDE, mas nunca desistiu.
Após o 25 de Abril de 1974, o fotojornalista Marques Valentim começa a acompanhar, os vários momentos da vida de Maria Barroso, o que o fez durante muitos anos. “Lutadora, humanista, cheia de garra, ela era uma grande mulher da cultura e sobretudo de causas e é assim que me recordo dela. Vários destes momentos da sua vida, nunca foram exibidos publicamente o que torna esta exposição inédita. Com ela presto também, como cidadão, a minha modesta homenagem. Maria Barroso foi, de facto, uma enorme mulher de causas”, sublinha o fotojornalista.



