O trabalho nas salinas marcou Filipe Campante desde a sua adolescência. Começou aos treze anos, e embora tenha abandonado a atividade aos dezoito, quando começa a trabalhar na CUF, a experiência daqueles anos com o rio e o sal ficou-lhe gravada na memória. Guarda até hoje os saberes então aprendidos, fruto da curiosidade e paixão que o movia, e continua a mover, pelas salinas.
Depositário de conhecimentos e técnicas entretanto desaparecidos ou em vias de desaparecer, é um profundo conhecedor dos segredos do rio e dessa matéria preciosa que é o sal.
Reformado desde 1988, seria em 2003, com o projeto de recuperação das salinas no Gaio Rosário e a criação do Sítio das Marinhas - Centro de Interpretação Ambiental, que viria a retomar a ligação ao sal, contribuindo de forma determinante para a sua extracção nesse local com objetivos pedagógicos, de sensibilização e preservação ambiental e patrimonial.



