Baltasar Esteves, um homem que fez fortuna ao balcão a vender bacalhau, grão e batatas, e, por isso, lhe chamam o “Esteves do Bacalhau”, é casado com Capitolina e tem um filho que é poeta e uma filha que conseguiu casa, com um tal Sr. Visconde. Baltasar Esteves é também dono de vários prédios em Lisboa, entre os quais um em Arroios, onde vive Alzira Mendes, a quem todos chamam “a maluquinha”, uma jovem que tem um papagaio e um macaco cujas excentricidades levam os vizinhos a apresentarem queixa na polícia. Alzira de Meneses, além de ser um pouco destrambelhada é também uma mulher deslumbrante por quem todos os homens perdem a cabeça. E isso vai acontecer ao Baltasar, ao filho e ao genro.
Para aumentar a confusão e as trapalhadas, há ainda a D. Perpétua, manicura, calhandreira e alcoviteira; Aniceto Abranches, um procurador romântico; Jerónimo, o pai da maluquinha, um estroina do pior; Dª Eulália, a mãe da maluquinha, meia louca, meio apaixonada, vários criados; e ainda um macaco que se enfurece quando chove.
Retirado do negócio do bacalhau e tendo sido sempre “um escravo do dever”, Baltasar Esteves arrisca a primeira escapadela em casa da “maluquinha”. Casa onde lhe aparece uma pessoa de família em cada canto!... Entretanto, vamos descobrindo “sonetos em versos”, flores, latas de macarronete e amores anónimos que demoram a desvendar-se provocando suspiros, paixões e cenas de ciúmes.
Enfim, ingredientes suficientes para uma peça muito divertida.
A entrada é gratuita, mediante reserva antecipada dos bilhetes, através do telefone 210817000.
