A cerimónia, na qual o Secretário de Estado da Defesa Nacional, João Mira Gomes, e o Chefe de Estado Maior da Armada, Almirante Melo Gomes, foram homenageados com a insígnia dos fragateiros (o barrete e a cinta), contou também com a presença do presidente da Câmara Municipal da Moita, dos Presidentes da Sociedade de Geografia de Lisboa e da Academia da Marinha, do Centro Náutico Moitense, da Associação Naval Sarilhense e da Associação de Proprietários e Arrais das Embarcações Típicas do Tejo, culminando com um passeio pelo Tejo.
“Damos o nosso contributo para manter bem viva uma tradição com raízes tão fortes no concelho e, pelo empenho que delineámos na preservação deste património, congratulamo-nos com as medidas que hoje aqui são formalizadas”, afirmou o presidente da Câmara Municipal da Moita”, João Lobo, na abertura da cerimónia.
Recorde-se que a Câmara Municipal da Moita foi pioneira na aquisição e recuperação de embarcações tradicionais, na década de 80 e, nos dias de hoje, o varino municipal “O Boa Viagem”, continua a proporcionar momentos ímpares através dos passeios realizados no rio Tejo, ao longo de quase todo o ano. Em Outubro de
Esta cerimónia surgiu na sequência de um despacho do Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar que determina a realização de um conjunto de iniciativas que contribuam para preservar o significado histórico-cultural da “Marinha do Tejo”, entre as quais a constituição de um pólo vivo do Museu da Marinha e a criação de uma comissão, composta por representantes directamente associadas à “Marinha do Tejo” que irá estabelecer um regulamento próprio.
A “Marinha do Tejo” é o nome pelo qual ficaram conhecidas as embarcações e a comunidade de marítimos das zonas ribeirinhas. De salientar que a “Marinha do Tejo” teve um papel relevante na defesa do país, contribuindo de forma determinante para a protecção da cidade de Lisboa no início do século XIX, especialmente por ocasião da 3ª invasão francesa.
