Este ano, a assinatura dos protocolos foi realizada numa cerimónia pública porque, de acordo com o presidente da Câmara Municipal da Moita, Rui Garcia, numa altura em que as juntas de freguesia estão a ser “asfixiadas”, é preciso dar-lhes “visibilidade e valorizar o seu trabalho, notável e imprescindível à vida quotidiana da nossa população”. O autarca explicou ainda que a delegação de competências é importante para a prestação de um serviço público mais eficaz e de qualidade. “As juntas de freguesia prestam um melhor serviço público pela sua proximidade à população e, com as suas pequenas equipas, conseguem dar uma resposta rápida a diferentes situações, seja no apoio ao movimento associativo, à recuperação do mobiliário urbano ou a pequenas intervenções nas escolas”, reforçou.
Rui Garcia anunciou também que já deu entrada na Assembleia da República, através do Grupo Parlamentar do PCP, um projeto-lei que visa repor as seis freguesias no concelho da Moita: “temos confiança que, dentro em breve, este projeto-lei seja discutido e aprovado na Assembleia da República”.
João Miguel, presidente da Junta de Freguesia da Moita, falou em representação do presidente da Junta de Freguesia da Alhos Vedros, Manuel Graúdo, do presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, Nuno Cavaco, e do presidente da União de Freguesias do Gaio/Rosário e Sarilhos Pequenos, Miguel Carregosa, valorizando o trabalho diário das freguesias, apesar das constantes dificuldades. “Os cortes financeiros que as juntas de freguesia têm sofrido por parte do Governo são um entrave ao seu trabalho. Temos mais competências, mais trabalho, mais necessidades da população para resolver, mas cada vez menos verba”, frisou o autarca, acrescentando que, se não fosse o protocolo celebrado com a Câmara, “seria difícil executarmos as nossas tarefas, nas mais variadas áreas”.
Esta cerimónia foi enriquecida com momentos musicais, de dança e de teatro, protagonizados pelo movimento associativo de cada uma das freguesias: Grupo Coral Alentejano “O Sobreiro”, da Baixa da Banheira, Charanga da Banda Musical do Rosário e Marchas Populares, em representação do Gaio/Rosário e Sarilhos Pequenos, Danças Medievais, de Alhos Vedros, Grupo de Teatro Fórum ValArt, do Vale da Amoreira, e as Danças de Salão da Sociedade Filarmónica Capricho Moitense, da freguesia da Moita.
