Nesta produção do "Auto da Barca do Inferno", de Gil Vicente, o TAS apresenta uma adaptação em que uma dramaturgia paralela proporciona uma visão menos arqueológica e distante do génio do autor, provocando assim um debate em que a "atualidade" é de facto o reconhecimento da sociedade tal como a vivemos.
A novidade deste espetáculo consiste em transformar o Diabo e o Anjo numa só figura enganosa e as diferentes figuras humanas que vão buscar o contacto com o juiz sobrenatural em meros disfarces de uma só personagem que assim procura iludir o fiscal e conseguir a salvação.
O trabalho de encenação e cenografia propõe uma máquina de cena mutante que preenche o espaço cénico. No centro da ação, um instrumento cenográfico que, manipulado por um anjo-demónio, adquire variadas formas servindo de cenário para as paixões e medos do ser humano.
As escolas interessadas em assistir poderão contactar o Fórum Cultural, através do T: 210 888 900.
