Encontro aconteceu no Ministério da Saúde.
“Não saímos vencidos, nem convencidos.” Foi desta forma que o Presidente da Câmara Municipal da Moita, Carlos Albino, resumiu a reunião realizada ontem, 10 de março, entre a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e os nove presidentes de câmara da Península de Setúbal.
Embora a Ministra tenha assegurado que o encerramento da urgência de ginecologia e obstetrícia do Hospital do Barreiro não será definitivo — e que poderá ser revertido caso a falta de médicos seja ultrapassada — o presidente da Câmara Municipal da Moita mostra-se apreensivo.
“O histórico mostra que os serviços encerrados no passado não foram repostos. Receamos, por isso, que este seja o primeiro passo para o fecho definitivo destas urgências no Hospital do Barreiro. Saímos muito preocupados da reunião e continuaremos a lutar pela manutenção deste serviço”, afirmou.
Relativamente ao plano apresentado pela Ministra para a criação de um Centro de Elevado Desempenho — estruturas com equipas multiprofissionais, em que cada profissional recebe uma componente remuneratória associada ao seu desempenho — Carlos Albino considera que esta proposta não oferece garantias suficientes para atrair e fixar médicos na região.
A Câmara Municipal aguarda agora a reunião com os quatro municípios que integram a Unidade Local de Saúde do Arco Ribeirinho (ULSAR) — Alcochete, Barreiro, Moita e Montijo — encontro que, segundo garantiu a Ministra da Saúde, deverá realizar-se em breve.
