A Câmara Municipal da Moita esteve representada pela vereadora Anabela Rosa numa reunião de trabalho realizada no Palácio da Cidadela, em Cascais, com o Coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde, Adalberto Campos Fernandes. O encontro reuniu diversos autarcas para debater os graves constrangimentos que afetam a prestação de cuidados de saúde na região.
Durante a reunião, os autarcas manifestaram profunda preocupação com o encerramento das urgências de obstetrícia dos hospitais do Barreiro e de Vila Franca de Xira, assim como com a concentração destes serviços em unidades hospitalares que não dispõem de capacidade de resposta adequada. A decisão afeta diretamente a segurança e o acesso a cuidados de saúde por parte de grávidas, bebés e famílias.
Paralelamente às urgências hospitalares, foram partilhadas preocupações sobre as crescentes dificuldades no acesso aos cuidados de saúde primários e nos centros de saúde, numa altura em que a região regista um forte crescimento populacional. Os representantes locais sublinharam, ainda, a necessidade urgente de acautelar o futuro, considerando o impacto acrescido previsto com a construção do Novo Aeroporto e da Terceira Travessia do Tejo (TTT), projetos que irão intensificar a dinâmica demográfica e a exigência sobre os serviços públicos.
Dificuldades específicas do concelho da Moita
Representando o município da Moita, a vereadora Anabela Rosa alertou para os constrangimentos específicos que afetam os munícipes, nomeadamente as dificuldades enfrentadas pelas grávidas no acesso ao Hospital Garcia de Orta devido à distância e às limitações de transporte. Esta situação tem levado à ocorrência de partos em ambulâncias, valendo-se do apoio fundamental dos Bombeiros Voluntários do Concelho da Moita.
A vereadora manifestou igualmente preocupação face à carência de médicos de família e às atuais condições e capacidade de resposta das unidades de saúde da Moita, de Alhos Vedros e do Vale da Amoreira, reforçando a necessidade de medidas concretas por parte do Governo que assegurem às populações um acesso digno, próximo e atempado à saúde.
Próximos passos
Os autarcas expectam que o Coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde possa atuar como mediador junto do Governo, contribuindo para encontrar soluções efetivas para os problemas identificados e garantir que o desenvolvimento da região seja acompanhado pelo devido reforço do sistema público de saúde.
Ficou já assumido o compromisso entre as partes para a realização de uma nova reunião de acompanhamento em meados de setembro.
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