A 2 de fevereiro celebra-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas, aniversário da assinatura da Convenção sobre Zonas Húmidas de Importância Internacional.
Dela faz parte o Estuário do Tejo, que alberga a Reserva Natural do Estuário do Tejo, a Zona de Proteção Especial para aves (integrante da Rede Europeia Natura 2000) e áreas dispersas de Reserva Ecológica Nacional.
Proteger o elevado número de aves migradoras que aqui acorrem e manter as funções naturais do ecossistema estuarino são os objetivos principais destes instrumentos legais.
A margem ribeirinha do concelho da Moita estende-se por cerca de 20 km com grande parte constituída por sapais, praias e antigas salinas. Os sapais, através das suas plantas halófitas (adaptadas ao sal) conseguem capturar e armazenar no solo grande quantidade de carbono, a partir do CO2 da atmosfera, além de outras importantes funções ecológicas. São, por isso, considerados ecossistemas de “carbono azul”, que contribuem para a mitigação das alterações climáticas e podem até ser aplicados como créditos nos Mercados de Carbono. Por outro lado, protegem as margens das tempestades, pelo que a sua conservação é muito relevante no presente e no futuro do território.
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